domingo, 10 de setembro de 2023

Meu Manifesto



O fio condutor da linguagem escapa a sensações despercebidas, quando em cada jogo de palavras é possível ver as cenas de um sonho acordada. Assim é a poesia pra mim. Uma caneta, um papel e minhas tempestades!

A possibilidade de fazer da vida a própria narrativa do acordo entre eu e o sonho, entre eu e minhas confissões profundas, me possibilita estar grávida de emoções que tomam vida pela poesia.

Escapo da ideia sob mim observada, da vida em sua rota engolida pelo tempo capital. Ao final do "parto" , percebo em mim a fera, o cristal feito sob condições perfeitas da natureza.

Agora já não são apenas meus esses delírios vivos, pois eles encontraram no casamento o transe de sentir a coisa viva.

Alívio.
Meus filhos ganharam nome.

domingo, 28 de maio de 2023

Fronteiras

É preciso um caminho que aponte a seta do fim ou início de uma nova era.
Naquela manhã onde tudo parecia Sol uma nuvem se fechou em palavra.

Nos "arredores do grito" restava a mão sobre a mesa e a palavra entre a língua.

Não me recordo bem se a seta dizia "adiante" ou saia daqui!

A incrível capacidade humana de circular querendo morder o próprio rabo ainda me deixa na calçada, daquilo que não partiu ou teve carona apropriada.

Agora voltar pra casa , deitar por entre nuvens passageiras que logo se avizinha na montanha sobre a retina.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Labirinto da palavra



De início olhava e não via

Parecia-me como o calcanhar de Aquiles


O ponto de sustentação era o tempo

O tocar do relógio em um corpo máquina


O bucho largo já havia se acostumado a engolir

Nem tanto


Há dias dinamite

Há dias de orvalho


Na ponta o lápis que escreve

O olho que pensa

E os pés que caminham