O fio condutor da linguagem escapa a sensações despercebidas, quando em cada jogo de palavras é possível ver as cenas de um sonho acordada. Assim é a poesia pra mim. Uma caneta, um papel e minhas tempestades!
A possibilidade de fazer da vida a própria narrativa do acordo entre eu e o sonho, entre eu e minhas confissões profundas, me possibilita estar grávida de emoções que tomam vida pela poesia.
Escapo da ideia sob mim observada, da vida em sua rota engolida pelo tempo capital. Ao final do "parto" , percebo em mim a fera, o cristal feito sob condições perfeitas da natureza.
Agora já não são apenas meus esses delírios vivos, pois eles encontraram no casamento o transe de sentir a coisa viva.
Alívio.
Meus filhos ganharam nome.
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